28 de julho de 2016

Resenha: Ian Curtis - Tocando a Distância - Deborah Curtis

Título: Ian Curtis - Tocando A Distância
Autora: Deborah Curtis
Editora: Ideal
PÁGINAS: 315

A curta, genial e trágica trajetória de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, faz parte daquelas grandes histórias do rock’n’roll. Viveu rápido, morreu jovem e virou mito. Tocando a distância é o relato íntimo, aprofundado e fiel das duas personas do cantor, o mito e o homem, escrito pela única pessoa qualificada para essa missão: a sua viúva Deborah Curtis. Reverenciado por seus colegas (“a voz sagrada de Ian Curtis”, disse certa vez Bono Vox, do U2) e idolatrado por seus fãs, Ian Curtis deixou um legado artístico formidável. Hipnotizante em cima do palco, mas introvertido e propenso a variações de humor na vida particular, Ian cometeu suicídio em 18 de maio de 1980. Essa biografia mostra como Ian Curtis foi seduzido pela glória de uma morte prematura, mesmo com esposa, filha e o iminente sucesso internacional. Considerado o livro essencial sobre esse ícone da era pós-punk, o volume traz prefácios escritos por grandes nomes do jornalismo musical: o inglês Jon Savage e o brasileiro Kid Vinil. O premiado filme Control, de Anton Corbijn, foi baseado nesse livro. A obra ainda inclui todas as letras (algumas inéditas), escritos inacabados, fotos do arquivo pessoal de Deborah Curtis, discografia e a lista de shows do Joy Division.
Olá, leitores tudo bem?
Sempre fui um leitor assíduo de biografia, principalmente quando este tipo de gênero literário se aproxima fielmente dos acontecimentos ocorridos na vida de uma determinada pessoa. Não gosto da mesquinhez de certos biógrafos que tornam seus ídolos deuses e seres próximos a perfeição divina, tentando desta forma transmitir uma imagem falsa de um ídolo. E graças ao bom senso e a sinceridade, da escrita o livro Ian Curtis – Tocando A Distância, escrito pela viúva de Ian Kevin Curtis, a senhora Deborah Curtis, torna-se uma deleitosa leitura. 


Nesta biografia do ícone e vocalista da banda Joy Division (uma das bandas percussoras do movimento post-punk) não existem rodeios, não há o certo ou o errado, é inexistente o julgamento das atitudes, mas sim o relato sincero de uma vida degradada e desregrada. Os acontecimentos são narrados de maneira crua e real, sem panfletarismo nem arbitrariedade do ajuizamento moral. Cada capítulo do livro tem sua chamada ou a abertura com trechos memoráveis das letras escritas por Ian Curtis, o que de certa forma torna o livro mais convidativo para a leitura.
“Don't walk away, in silence”- Atmosphere
Ao longo do livro fica evidente que Ian Curtis sempre fora uma pessoa perturbada e sofria de depressão, além disso, constantemente abusava do uso de drogas (chegando até a ter duas overdoses não fatais), tinha propensão a atitudes machistas com agressões físicas e sérios ataques epiléticos em shows (os quais sempre eram confundidos erroneamente por fãs como performances de palco). Além de ser poeta, era o letrista principal do Joy Division e também o responsável por abordar temas dolorosos da época como o nazismo e outras mazelas sociais, tudo isto de maneira indireta e aberta a várias interpretações. 

A leitura desta obra é dinâmica, sempre mostrando a vida afetiva de Deborah e Ian Curtis, assim como o relacionamento do casal com amigos, conhecidos e a formação do Joy Division. Os capítulos finais trazem ao leitor toda a angústia e melancolia que se embrenhava como uma névoa espessa na existência dele, o que oferece ao leitor uma áurea triste e depressiva na narrativa dos últimos dias de vida do cantor. Mas o grande atrativo de “Tocando A Distância” é a imparcialidade da narrativa que cativa e emociona o leitor a cada página. Como brinde o livro ainda traz todas as letras dos álbuns Unknown Pleasures e Closer, com suas respectivas traduções, bem como rascunhos do que seriam as próximas músicas a serem lançadas pelo Joy Division. Além disso, encontra-se também a discografia completa da banda, todos os shows realizados e outras curiosidades. 
Uma biografia que indico a vocês, vale a pena ler. Até a próxima.

CLASSIFICAÇÃO DNA




25 de julho de 2016

Série - Stranger Things - Netflix


DIREÇÃO: Matt Duffer e Ross Duffer
PRODUTORA: Netflix
DURAÇÃO: 60 minutos 
EPISÓDIOS: 8
ANO: 2016
NOTA: 5

Com uma temática voltada à década de ouro do horror (os anos 80), Stranger Things é uma grata surpresa no decadente cenário do horror americano. Em meio à imensa enxurrada de filmes clichês, com roteiros vagos e a mediocridade na direção dos cineastas atuais, a Netflix novamente me surpreende com uma produção digna de aplausos.
Diferente das produções atuais que investem em temas como possessões, exorcismos e contatos com entidades malignas, Stranger Things, envereda por um caminho totalmente diferente. Trata-se de uma série voltada para a ficção científica (SCI-FI) que aborda de maneira bem interessante as nuances sobrenaturais de abduções, telecinese e outros elementos sobrenaturais. 
Mas a grande graça desta série consiste no enredo que mistura comédia (com humor inteligente), romance (sem cair naqueles dramalhões chatos), permitir uma dinâmica e não tornar-se cansativo ao telespectador.
A trama se desenrola a partir do desaparecimento misterioso de uma criança, no caso Will Byers (interpretado por Noah Schnapp) e a busca pelo seu paradeiro, tantos pelos seus amigos, quanto pelo seu irmão mais velho Jonathan Byers (Charlie Heaton) e sua mãe Joyce Byers (Winona Ryder). Outros segmentos da história são sobre o relacionamento afetivo Steve Harrington (Joe Keery) entre Nancy Wheeler (Natalia Dyer) e a busca frenética por uma garota desaparecida em um centro de pesquisas ultra secreto, cujo nome é Eleven (Millie Bobby Brown) que faz alusão a uma tatuagem existente no seu braço, semelhante aquelas que eram feitas nos campos de concentrações nazistas.

A trama é bem escrita pelos roteiristas Matt Duffer e Ross Duffer, não há espaço para buracos na construção da estória e cada episódio se interliga com a posterior facilitando o acompanhamento da série desde o início. O elenco prioriza as encenações com atores mirins o que torna mais fácil a criação da empatia pelos protagonistas e personagens secundários. 

Cabe aqui salientar que a atmosfera de Stranger Things é totalmente calcada na década dos anos 80, e toda aquela nostalgia se sobressai ao decorrer dos episódios. É impossível não se surpreender com cada capítulo, bem como com as surpresas que ocorrem ao longo da série. Sem contar as incansáveis referências a diversas metragens como “Star Wars”, The Thing (A Coisa) e outros filmes que marcaram a década retrasada. 
Outro ponto positivo da série, consiste na trilha sonora fantástica que tem medalhões clássicos do hard rock/ progressive rock e pós-punk, dentre os quais posso destacar Foreigner, Jefferson Airplane e Joy Division que resgatam positivamente todo o auge da época. 
Mais um destaque fica por conta da atuação da atriz Winona Ryder (sim aquela mesma de Edward Mãos de Tesoura) que interpreta a personagem Joyce Byers, mãe de Will Byers, que após o desaparecimento de Will, torna-se uma pessoa desesperada e fora de controle emocional.

Enfim, fica aqui a dica de uma excelente série que deve agradar ao público adolescente assim como os fanáticos por terror de plantão. Não se trata de algo realmente inovador, no entanto não há como negar a maestria existente na execução deste grandioso projeto. Assista e não irá se arrepender!




22 de julho de 2016

Resenha: A Bela e a Adormecida - Neil Gaiman

Título: A Bela e a Adormecida
Autor: Neil Gaiman
Ilustrações: Chris Riddell
Editora: Rocco
Páginas: 72

Em uma sombria e fascinante história, as mais queridas princesas dos contos de fadas são reinventadas de maneira brilhante pelo inglês Neil Gaiman e o ilustrador Chis Riddell. Em A Bela e a Adormecida, uma jovem rainha é informada, na véspera de seu casamento, sobre uma estranha praga que assola as fronteiras do seu reino, um sono mágico que se espalha pelo território vizinho e ameaça os seus domínios. Na companhia de três anões, a rainha abandona o fino vestido da festa, pega sua espada e armadura e parte pelos túneis dos anões para o reino adormecido. Uma viagem repleta de ação e suspense que leva a uma surpreendente descoberta. Misturando o conhecido e o novo com perfeita sintonia, Gaiman cria mais uma obra repleta de magia e aventura capaz de hipnotizar o mais exigente dos leitores.
 
Oi gente, tudo bem por ai?
Por aqui, correndo contra o tempo para tentar atingir minha meta literária de 2016. Fiquei de fora mais uma vez da maratona de inverno, quem sabe na próxima.
Me recomendaram esse livro e sinceramente eu achava que seria mais um conto de fadas, nunca tinha lido nada de Neil Gaiman até então.

Conhecendo o autor: Neil Gaiman, é britânico, nasceu em Portchester no condado de Hampshire. Aprendeu a ler com quatro anos e segundo conta "Eu era um leitor voraz. Adorava ler. Ler dava-me prazer." (acho que ele é dos nossos no quesito leitor rsrsrs) Atualmente casado com Amanda Palmer, tem 55 anos e quatro filhos. Escritor, romancista, roterista de banda desenhada/quadrinhos e de televisão. Escreve gêneros diversos romance, horror, ficção científica, não-ficção, fantasia e dark fantasy. Vou citar algumas obras: Belas Maldições, Lugar Nenhum, Coraline, Sonho de Prata, Menina Iluminada (infantil), João e Maria (infantil), A Bela e a Adormecida (infantil).  

O livro
Encantador e sinistro, apesar de estar na classificação infantil eu particularmente não daria ele a uma criança que fosse medrosa como eu fui rsrsrs, ele não é igual as histórias que já ouvimos ou lemos de A Bela Adormecida.
As ilustrações do Chris dão mais vida ao livro, as cores o deixam mais sinistro. É fabuloso, ele tem uma escrita fácil, simples e ilustrado tornando a leitura rápida.
A Bela Rainha e os anões partem com destino ao reino onde está a Adormecida, para deterem a maldição que vem se alastrando por vários outros reinos antes que esta atinja o seu reino, e todos que ali moram caíssem em um sono profundo.
Nem a Bela Rainha e nem os Anões são chamados pelos seus respectivos nomes. Apesar de toda aventura e dificuldade para chegar ao reino, eles entram no castelo, muitos sonâmbulos tentam detê-los, mas a eles seguem em frente até encontrarem no topo do castelo a linda jovem com cabelos dourados e uma velha com uma roda de fiar.



Uma livro curto, bem ilustrado e que vale a pena ler independente da sua idade. O que aconteceu depois? Você terá que ler o livro. Fico por aqui, até a próxima. Beijos!


CLASSIFICAÇÃO DNA


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