16 de setembro de 2016

Filme - A Bruxa



Filme: A Bruxa (The Witch)
Direção: Robert Eggers 
Produtora: Universal Pictures
Duração: 92 minutos.





Oi leitores, tudo bem?
Escrever uma resenha sobre o filme A Bruxa para mim é algo complicado, pois na minha opinião não existe um meio termo em relação a determinados filmes ou você ama a história ou a odeia. Aparentemente o filme não enfatiza o horror em sua forma mais bruta. Existe aqui algo mais além, que trabalha com várias simbologias pagãs e satânicas, haja a vista o período em que se transcorre a história da metragem. Mesmo tendo uma ótima fotografia, ótimas locações e uma sonoplastia formidável, o filme não convence. Primeiramente por se tratar de um “terror/horror psicológico” bem mediano (já vi muitos filmes com melhores abordagens que posteriormente serão postadas no site) e um misticismo tão gigantesco da época retratada que os espectadores mais familiarizados com o gênero torcerão o nariz.


Ao longo da história, percebe-se um maniqueísmo e uma dualidade entre o bem e o mal que entediam. Aqui o tal “coisa ruim” é retratado como o Sr. Phillips, um bode preto, o qual possui poderes sobrenaturais e usa-os para que enfeitiçar os filhos do casal William e Katherine. Analisando-se friamente este aspecto, é inadmissível associar a imagem do bode ao satanismo ou alguma outra entidade maligna, haja vista que essa transmutação é de origem pagã e não satanista. Eis aí, um erro bem sério que me causou incômodo, assim como na interpretação dos pentagramas. 

Tudo isto, voltado em cenários tétricos, mórbidos e de beleza indescritível. Porém, o roteiro deixa muito a desejar ao optar por uma abordagem não usual e tentar incutir ao telespectador pitadas irreais dignas de um ocultismo voltado ao público juvenil.

Classificar “A Bruxa” como horror na minha opinião é errado, assim como tentar encaixá-lo como suspense. O que realmente acontece neste filme é uma interpretação dramática e romanceada da transposição da infância para a puberdade, sendo que esta mensagem não fica explícita, ficando assim meio “vago” a interpretação em relação a todos os acontecimentos que ocorrem com a protagonista Thomasin. Isto tudo, misturado as nuances incestuosos da personagem.




Em minha opinião A Bruxa poderia valer-se de coisas mais explícitas do que utilizar-se de ideias distorcidas para tentar atingir um público jovem  e desconhecedor dos antigos ritos pagãos. Ao terminar de assisti-lo senti que falta algo para tornar o filme realmente bom, e esta é a sensação que me permeia sempre que alguém me pergunta se vale a pena ver a metragem. Indubitavelmente é uma história fraca, mas que talvez agrade a maioria das pessoas que não sejam fascinados por filme de terror... 



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