26 de fevereiro de 2016

Resenha: O menino do pijama listrado - John Boyne

Título: O menino do pijama listrado.
Autor: John Boyne
Editora: Cia. Das Letras
Páginas: 186




Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.
Oi gente! 
Pensa numa mistura de sentimentos que este livro carrega. Eu já estava com medo dele e a muito tempo estava evitando-o, porém depois que comprei ele passou na frente de muitos; vários me alertaram de seu enredo triste.

Eu diria que o livro tem uma narrativa inocente, vista através dos olhos de um menino de nove anos Bruno, onde tudo que o espanta ele traz uma expressão no rosto e a boca faz um formato de O.  Criança alegre, tem os três melhores amigos da sua vida toda, uma irmã mais velha que ele diz ser um Caso Perdido, uma mãe cuidadosa, um pai que ele admirava. Seu pai sempre usava um uniforme impecável e claro que todos respeitavam-no, ele era importante. Morava em uma casa de cinco andares em Berlim, tinham vários criados e ele amava seus avós. Até que um dia:
Os olhos de Bruno se arregalaram e a boca fez o formato de O. Ele sentiu os braços pendendo estendidos ao seu lado, como costumava ficar quando alguma coisa o surpreendia. "Você não quer dizer que iremos deixar Berlim, não é?", ele perguntou, sem folego, esforçando-se para proferir as palavras.
Deixar a casa que ele amava explorar, deixar os melhores amigos de uma vida toda para uma criança de nove anos era revoltante. Seus avós não iriam com eles. Tudo novo. Essa casa nova não era tão grande quanto a antiga, mais o escritório de seu pai estava lá e ele sabia que não podia entrar porque aquele era um lugar proibido. Bruno não gostava de onde estava, e sua mãe tentava consola-lo.
A mãe sorriu e depositou os copos cuidadosamente sobre a mesa. "Tenho mais uma frase para você aprender", ela disse. "É a seguinte: temos que procurar fazer o melhor de uma situação ruim."
Essa frase eu guardei para mim, realmente devemos "procurar fazer o melhor de uma situação ruim". Haja-vista como era chamado aquele lugar não tinha cafés, não tinha pessoas apressadas e nem casas grandes como em Berlim, não tinha nada só uma cerca grande que separava a casa de várias cabanas e havia muitos soldados felizes do lado de lá. Bruno não entendia, ali não tinha ninguém com quem brincar, nem um lugar para explorar; para uma criança da sua idade não tinha nada para se fazer. Só lhe restava sua irmã que era um Caso Perdido, e através de uma das janelas eles conseguiam observar o que se passava lá fora.


Havia muitas pessoas do outro lado da cerca, todas usavam um pijama listrado, uma toca de tecido igual a do pijama, todos de cabeça baixa. Bruno queria entender porque não podia ir até lá e conhece-los e brincar, mas tinha tomado uma decisão iria explorar aquela cerca queria saber onde era o seu final. Numa tarde muito quente Bruno andou tanto que desejou ter carregado algo para comer em seus bolsos, um explorador precisava se alimentar. Até que um dia Bruno conhece Shmuel (acreditem não aprendi a pronunciar o nome dele). 
Bruno diminuiu o ritmo quando viu o ponto que virou uma mancha que virou um vulto que virou uma pessoa que virou um menino. Embora houvesse uma cerca separando-os, ele sabia que a precaução em relação aos desconhecidos nunca era demais e era melhor abordá-los com cuidado. Então ele continuou a andar, e logo estavam um de frente para o outro. "Olá" disse Bruno. "Olá", disse o menino.
 
A inocência de duas crianças, dois símbolos e uma cerca para separa-las. Bruno não entendia porque não podiam brincar juntos e Shmuel também não, mas sabia que não era uma boa ideia.  Como seu amigo podia estar sempre com o mesmo pijama, ser tão magro e com machucados, tanta gente do lado de lá da cerca e ele tinha que ficar sozinho do lado de cá para Bruno isso não fazia o menor sentindo.

Eu ainda não assisti a adaptação, mas usei algumas imagens dela na resenha, o livro é de uma leitura fácil com menos de duzentas páginas. 
Sempre que eu ouvir ou ler a palavra Fúria irei me lembrar desse livro e como Fúria não é coisa boa e não faz bem as pessoas.
Fico por aqui, espero que tenham gostado. Ainda estou criando coragem para assistir o filme. E você já leu ou já assistiu? Deixe seu comentário. Um abraço e até breve.

                              CLASSIFICAÇÃO DNA

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3 comentários:

  1. Oi...
    Li esse livro faz uns três anos e até hoje não me esqueço dos personagens! Bruno e Shamuel são o exemplo da amizade verdadeira... Nem precisa dizer que me emocionei horrores, né?
    Leitura super recomendada :)

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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  2. Oi Diane, tudo bem?
    Estou fugindo de filme acredita? Preciso digerir tudo o que li primeiro.
    Obrigada pela visita.
    bj

    ResponderExcluir
  3. Meeuuu Deuuus! Que livro, uma história tão linda e delicada. O filme também é maravilhoso assiste!!!

    Adorei a resenha.

    Bjuuus

    https://colecionandohistoria.wordpress.com/

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