30 de dezembro de 2015

Resenha: Proibido - Tabitha suzuma

Título: Proibido
Autor: Tabitha suzuma
Editora: Valentina
Páginas: 304
Ano: 2014

Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

Sem dúvidas uma das melhores leituras do ano, e uma das mais difíceis de escrever, talvez por isso tenha adiado tanto a escrita dessa resenha, ou porque estava poupando meu coração de todos os sentimentos que retornariam.

Maya e Lochan são irmãos, Ela uma menina doce e sensível, Ele inteligente e responsável, Os dois juntos formam o casal da literatura mais generoso que já vi!
Depois que seu pai os abandonou e construiu uma nova família, sua mãe - o ser mais egoísta do mundo - decidiu "Aproveitar a vida" gastando o pouco dinheiro que ganha que deveria ser para sustentar à família, com festas bebidas e roupas, dificilmente estar em casa e quando estar é bêbada.
Mesmo à noite, quando abraço o travesseiro e olho por entre as cortinas abertas, não me permito ceder, porque, se fizesse isso, eu não me levantaria mais.
Com o abandono do pai e a falta de preocupação da mãe, Maya e Lochan se responsabilizaram por cuidar da casa e dos irmão, 16 e 17 anos respectivamente, cuidam dos seus três irmãos Kit, Tiffin e Willa. Dão banho, fazem comida, ajudam no dever de casa, leva a escola.. cuidam como se fossem pais deles, não irmãos, e se não bastasse ainda tentam esconder a neglicencia da mãe, para que não sejam separados. Lutam para manter a família que tem unida.

Lochan se sente responsável pelo os irmãos desde os quatorze anos - quando seu pai foi embora - pensando sempre primeiro neles. Sua mãe o culpa, na cabeça dela (uma mulher doente e egoísta) ele foi a razão dela ter casado cedo e arruinado a vida.
Melhor aluno da sala, com notas para entrar nas melhores faculdade, mas tão fragilizado pelo o peso que carrega nas costa e só consegue dividir com Maya.
Isso é o que Maya quer, é isso que eu quero – lutar não adianta, só vai nos machucar. O corpo humano precisa de um fluxo constante de alimentos, ar e amor para sobreviver. Sem Maya eu perco os três. Morro lentamente.
Maya é uma menina aparentemente perfeita, bonita, popular, meiga, ninguém sabe as batalhas que trava todos os dias para manter a estrutura -família- em pé. Ela é mãe dos irmãos, e só divide esse peso com Lochan, seu amigo, protetor.

"Como uma coisa tão errada, pode parecer tão certa?" Sim, eles se apaixonaram, se amam, não como um irmão ama o outro, mas um amor de homem por mulher, e só Deus sabe o sofrimento que passaram tentando fugir, negar o sentimento e até mesmo sentindo nojo deles mesmos.
Um amor difícil de entender e até aceitar, um amor que no começo causa uma certa repulsa por ser algo tão "errado" para os padrões sociais, mas tão puro, tão verdadeiro, causa uma empatia enorme.
Não há leis nem limites para os sentimentos. Nós podemos amar um ao outro tanto e tão profundamente quanto queremos. Ninguém Maya, ninguém vai tirar isso de nós.
A autora tem o dom para escrever, ela consegue mexer com seus sentimentos e te faz pensar, tenho irmãos e só em pensar num relacionamento físico entre homem e mulher chega a revirar o estômago, então porque me vi torcendo tanto por Lochan e Maya? Creio que cada relação deve ser analisada de maneira única, e o amor nasce de maneiras que não podemos controlar.

Chorei nos últimos capítulos mesmo já sabendo o final, fiquei com raiva daquela mãe que não cuidou dos seus filhos - tudo deveria ter sido diferente - me revoltei, chorei com Maya e Lochan, chorei por eles, por um amor que beirava ao fracasso, por algo impossível, mas de verdade. E no final, estava com o coração destroçado em mil pedaços..

Tinha muito medo de ler esse livro, e se você também tem, peço que se dispa de seus preconceitos e der uma chance a Proibido, ele fará você repensar o que a sociedade dita como certo e errado, e mesmo que não mude seus conceitos e pré-conceitos ainda valerá a pena pelo o grandioso talento da Tabitha como escritora.

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