14 de fevereiro de 2015

Resenha: Sorriso de sexta-feira - Beatriz Marques


Titulo: Sorriso de sexta-feira
Autor: Beatriz Marques
Editora: Penalux
Pag: 90


Um sorriso nostálgico, inspirado por Caios e Clarices. Um sorriso contido ou escancarado, mas sempre mergulhado naquilo que há de mais profundo em nosso interior. Um sorriso que revela, essencialmente, o que está por vir. Um sorriso de sexta-feira. Um sorriso que, através da sensibilidade poética de uma jovem escritora, nos apresenta um espectro de sentimentos. Impossível transpor imune a leitura desta obra! Impossível não se identificar com pelo menos uma das tantas personagens que povoam as folhas deste livro e que, no fim, parecem ser uma só. Afinal, quantas existem dentro de nós? Quantas facetas absolutamente diversas formam nosso eu? Quantas manifestações de nossa personalidade permanecem retidas por uma censura socialmente imposta? Sorriso de sexta-feira nos mostra um amor sem censuras. Um amor espaçoso, visceral. Uma catarse de emoções a cada virar de página. Uma avalanche de sinceridades ambientadas nos encontros e desencontros da vida. Hoje, sorrimos por ver aquilo que começou com esboços em folhas de fim de caderno, tendo, em seguida, avançado para as linhas digitais de um blog – onde se tornou conhecido e compartilhado por tantos - ocupar, agora, os espaços de uma prateleira... Eternizando-se. Eternizou-se o sorriso daquela que afirma nunca ter sido boa com traços, mas que sempre acreditou que o colorido é questão de sensibilidade. E tendo se eternizado, só nos resta agora abri-lo, folheá-lo e senti-lo, em um suave deleite.
Olá Gente, Hoje a resenha é de um livro especial para mim, Sorriso de sexta-feira da autora Beatriz Marques.
Antes de qualquer coisa quero agradecer a Beatriz, por ter se descoberto escritora e nos banhado com seu talento de brincar com as palavras, talento esse que é notado em cada linha escrita neste livro. Saber que a autora mora tão pertinho de mim (pouco mais de 3 horas) me faz querer ir até lá abraça-la e agradecer pessoalmente, enquanto não posso, agradeço aqui. Obrigada!


Quem me conhece sabe que tenho uma dificuldade para escrever resenhas sobre Crônicas, principalmente quando me tocam do jeito que fui tocada por esse sorriso carregado de emoções.
Beatriz escreve sobre sentimentos, cotidiano, amores, desamores, angustias.. e por se tratar de emoções pessoais pode agradar a uns e outros não, mas sinceramente, duvido que alguém não se agrade.
Sabe quando você começa a ler um texto e sente que foi escrito para você? mais do que isso, como se você mesma tivesse escrito e por algum acaso da vida esquecido? Cada uma das crônicas penetram fundo na alma do leitor, despiu minha alma e mostrou sentimentos que não sabia que existia dentro de mim.
São 23 crônicas distribuída por 90 páginas, recheadas de metáforas e citações, a autora nos apresenta um pouco dela, e nos faz descobrir um pouco de nós mesmos. Livro para ser lido e relido mil vezes, para encher de marcações, abri-lo aleatoriamente em um momento qualquer, e SEMPRE vai encontrar palavras acariciando a alma.

Uma das minhas crônicas favoritas é Whisky, ou cão engarrafado, ou eu mesmo falando pelos cotovelos .. 

Se eu não quiser te conhecer não o farei, se não quiser te dizer algo, calarei. Minha impulsividade é a melhor qualidade que tenho, e o defeito que os outros mais temem. Então, se contentem com o que digo, é de todo coração, o restante é puro sarcasmo de quem odeia ter que falar o que não quer quando não quer. Quero viver, quero muito e quero agora. Mas dispenso os que acham que eu estou nas entrelinhas. Minha intensidade ultrapassa essas limitações. É uma dose de vodka sendo tomada num gole só: pura, forte e rasgando as gargantas à dentro. Bom proveito para quem degustar.
É preciso um último tango argentino antes de se exaurir. Um francês arranhando o céu da boca todos os dias a cada duas palavras em uma frase só. Um retrouve fou, um corte novo, um filme romântico, uma vida não tanto assim. Tenho andado daquela maneira "don’t think twice it’s alright", como se mesmo que eu levasse um tiro amanhã ou morresse velhinha segurando a mão enrugada de alguém, tudo valesse a pena. E vale.

Se delicie com um breve pedacinho dessa linda crônica e saiba que tem mais, muito mais.
Recomendo a todos, desconhecidos, amigos e os não tão amigos assim, seria um crime privar o mundo do talento da Beatriz Marques!

  • Você pode acompanhar as crônicas da Beatriz no seu Blog, que deu origem ao livro citado Aqui •
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